“O parto é um símbolo, é um marco. Mas o parto está num contexto. E esse contexto é o que a parteira também lida, também trabalha. A gente leva a parteira a ter essa verdadeira noção do seu papel social dentro da comunidade enquanto liderança. Porque ela vai além do atender parto, ela é mediadora de conflitos. Então ela tem uma vasta experiência e tem uma forma de lidar com a mulher, com o parto, muito amorosa, muito afetuosa. Ela cuida dessa gestante como se fosse filha dela”, afirma a parteira Suely Carvalho, da ONG Cais do Parto neste documentário dirigido por Paschoal Samora. O filme, que mostra o trabalho da ONG com as parteiras tradicionais de Caruaru, PE, faz parte da série “Quem agora caminha em algum lugar no mundo” sobre projetos sociais bem sucedidos e a transformação que promovem no cotidiano das pessoas. As protagonistas Biró, Zefinha e Arlete contam histórias saborasas de como se tornaram parteiras e discorrem com graça e simpatia sobre o seu ofício. A minuciosa descrição de um parto pélvico feita por Zefinha é um dos pontos altos do filme, assim como a delicada cena em que Arlete ensina a uma menina como sentir o bebê dentro da barriga da mãe.
Um nascimento emocionante, registrado de forma magistral pelo fotógrafo Hailey Bartholomew. Mostra o nascimento de Theo, com a ajuda de parteiras, na banheira do Royal Womens Birth Centre Brisbane, Austrália. É o segundo filho do casal, que já tinha uma menininha e só soube o sexo do bebê na hora. Um filme lindo, sensível e inspirador.
É de dar água na boca o trailer do documentário Babies, do francês Thomas Balmès. Lançado nos Estados Unidos em abril, o filme mostra o primeiro ano na vida de quatro bebês nascidos em lugares tão diferentes quanto Mongólia, Namíbia, Estados Unidos e Japão. “Queríamos estar lá na primeira vez em que certas coisas acontecessem”, disse Balmès em entrevista ao jornal The New York Times, “a primeira vez em que cada bebê ouvisse música ou começasse a andar. Nós estávamos esperando por pequenos milagres. Porque você não pode programar bebês. Você tem que esperar e ver, além de ter a certeza de que está no lugar certo e na hora certa.” Será que o filme chega ao Brasil? Mais informações no site oficial, aqui: http://BabiesTheMovie.com
Essa simpática animação inglesa mostra um dia de trabalho na vida de uma parteira profissional. Roteiro e direção de Emma Lazenby. Inspirado em sua mãe Pam Lazenby, parteira de 1980 a 2008.
Reportagem do programa Espaço Vip sobre o I Simpósio de Humanização do Nascimento, em São Carlos, SP, no final de março de 2010. Organizado pela obstetra Carla Polido, o evento teve a participação de importantes nomes da humanização do parto no Brasil, como as obstetras Melania Amorim (Universidade Federal de Campina Grande) e Roxana Knobel (Universidade Federal de Santa Catarina). O site Parto com Prazer também esteve lá, com a exposição de fotos de parto de Marcelo Min. Vídeo em duas partes.
Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno.
Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação.
Esse vídeo emocionante mostra o nascimento de Francisco, da Luzinete e do Renato, em 09/10/2009, às 16h25. O parto domiciliar, na água, foi acompanhado pelas parteiras da Primaluz, Márcia e Priscila. O relato do parto está no no blog do Francisco, http://blog.irmaosol-irmalua.com.br
Parto Natural – Natural Birth from José Gaspar on Vimeo.
“Muitas vezes a mulher chega no consultório e diz: ‘Eu quero fazer o parto normal’. E o médico diz: ‘nós podemos até tentar, mas para mim o parto normal tem que ser feito direito: com [anestesia] peridural, episiotomia a e fórceps’. Se você fosse uma mulher e alguém ameaçasse destroçar seus genitais e enfiar duas colheres de ferro dentro da sua vagina, você preferiria que cortassem por cima [cesárea] ou por baixo [episiotomia]?
Depois da propaganda espanhola que mostrou imagens de um parto domiciliar para vender colchão, chegou a vez dos brasileiros fazerem algo semelhante. Começou a ser veiculado em 1º de janeiro um comercial de OMO com cenas de mães recebendo nos braços os bebês que acabaram de parir. Idealizado pela Neogama/BBH e produzido pela Delicatessen Filmes, do diretor Gustavo Leme, o filme tem o grande mérito de fugir do óbvio ao incluir entre os nascimentos várias cenas de partos naturais, inclusive domiciliares e até um no carro em noite de chuva! O mais emocionante, sem dúvida, é o da mãe oriental que dá à luz na banheira e abraça um bebê cheio de dobrinhas, que estica o braço e toca o rosto dela. Quase dá para sentir o cheiro do recém-nascido… Diferentemente do comercial espanhol, que mostrou um parto domiciliar de verdade, o filme de Omo foi encenado, o que não prejudicou o clima caloroso das cenas. No final, entra o inevitável (em se tratando de publicidade) banho de água fria: “Todo ano mais de 100 milhões de crianças começam a vida do mesmo jeito: sujas”. E a assinatura: “Omo. Porque se sujar faz bem.” Tudo bem que o objetivo era vender sabão em pó, mas precisava mesmo dizer que bebês nascem sujos?
Se para você a ideia de parto na água ainda parece um tanto quanto exótica, vale a pena assistir o emocionante parto de Nélia, em Recife. Suave, tranquilo e absolutamente natural, o nascimento de Gabriel é digno do aplauso entusiasmado que recebeu do pai. O vídeo também contribui para derrubar o insistente mito do cordão umbilical enrolado no pescoço, uma das mais frequentes e furadas “indicações” de cesárea no Brasil. Gabriel nasce com uma circular de cordão, calmamente desfeita pela médica.
Obstetras: Melania Amorim e Leila Katz. Fisioterapeuta: Cláudia.
A americana Alexandra Orchard desejava um parto natural no nascimento de sua primeira filha. Embora bem informada, cedeu à pressão do médico e aceitou uma ruptura de membranas dois dias após a DPP (data provável do parto). Foi a primeira de uma cascata de intervenções que levaram a uma cesárea desnecessária.
Parto Orgásmico derruba mitos e inverdades sobre parto que influenciam mulheres há gerações. Dirigido pela doula e educadora perinatal norte-americana Debra Pascali-Bonaro, o filme captura momentos mágicos de mulheres em êxtase durante o trabalho de parto. Baseado em entrevistas com casais grávidos e depoimentos de mais de uma dúzia de experts em atenção ao nascimento, o filme defende que o parto é um momento único que pode e deve ser vivenciado com alegria, não um obstáculo a ser superado.
O trabalho desenvolvido pela equipe da obstetra Melania Amorim num hospital público de Campina Grande é a prova de que falta de dinheiro e estrutura não são empecilhos para um atendimento digno ao parto. Uma mulher de 18 anos dá a luz seu primeiro filho de parto natural, sem nenhuma intervenção desnecessária.
Sua cama. O lugar mais importante do mundo. Com esse slogan, a espanhola Flex surpreendeu ao mostrar cenas de um parto em casa num comercial de colchão. Assinado pela agência Sra. Rushmore, o filme mostra o nascimento de Waira, filha de Caroline e Nicolás, em 21 de março de 2009, em Barcelona. O comercial começa com cenas do cotidiano da família, mostra os pais falando sobre a opção pelo parto em casa e culmina com o emocionante nascimento na cama do casal.