Dar o primeiro banho junto à família, com o bebê enrolado em panos para que relaxe dentro do balde, é uma das práticas dos pediatras humanizados logo após o parto. Nos dias de hoje, o respeito ao recém-nascido, preconizado 35 anos atrás pelo obstetra francês Leboyer, consiste principalmente em evitar intervenções desnecessárias e inoportunas, tão comuns em nossos hospitais.
Texto Luciana Benatti Fotos Marcelo Min

Quando engravidou de Catharina, com duas cesáreas anteriores, Gisele Leal ouviu de todos a sentença: jamais poderia ter sua terceira filha de parto normal. “Seu útero se romperá com uma única contração! Você não pode entrar em trabalho de parto!”, ameaçaram alguns. Com uma busca no Google, “parto normal após duas cesáreas”, ela soube que não era bem assim. E descobriu um mundo novo, o da humanização do parto. Aqui mesmo, no site Parto com Prazer, conheceu a história de Fernanda, que percorreu um caminho semelhante ao dela e muito a inspirou. Agora compartilha essa vitória com a gente.
Texto Gisele Leal Foto Lucy Miguel

Na família da ginecologista e obstetra Esmerinda Maria Cavalcante, a Mema, o parto sempre foi encarado com naturalidade. A começar por sua mãe, que teve sete filhos em casa, em Maceió. O nascimento de Mema foi o mais inusitado deles. “Meu pai saiu para buscar a parteira levando junto os quatro meninos, era sábado de carnaval. Quando voltou, eu já tinha nascido. Foi a maior festa porque era uma menina”, conta. Por causa desse episódio e também de seu jeito acelerado, sua mãe gostava de dizer que ela sempre foi ligeira, até para nascer.
Texto Luciana Benatti Fotos Marcelo Min

PARTO é uma investigação do caminho interno atravessado pela mulher no rito de passagem que vai do fim da gestação até o nascimento do bebê.
A concepção e a direção de dança do trabalho partem da improvisação dirigida para criar um repertório aberto, que emerge e se recria a cada ensaio/apresentação, numa abordagem que privilegia uma manifestação delicada e forte do conteúdo, buscando a simplicidade que lhe cabe, e a justa medida de uma interpretação que procura o equilíbrio entre o que se sente, pensa e escuta em cena.
PARTO conta com uma trilha sonora original e com a violoncelista Tânia Mello Neiva tocando ao vivo.

Não existem histórias melhores que as da vida real. A de Viviane Coentro, fonoaudióloga de Campinas e mãe de Manuela, de 3 anos, e dos gêmeos Mariana e Levi, de 8 meses, é tão bonita que parece obra de ficção. A filha mais velha nasceu de cesárea. Os gêmeos, de parto natural hospitalar.
Novo: clique para ver a galeria de fotos do parto.
Texto Luciana Benatti Fotos Vívian F. Scaggiante

O respeito à natureza feminina e a confiança na capacidade das mulheres de dar à luz formam os pilares que sustentam o trabalho da obstetriz Márcia Koiffman.
Texto Luciana Benatti Foto Marcelo Min
Parteiras indígenas, quilombolas e tradicionais de 15 estados se reunirão em Brasília esta semana para discutir estratégias de inclusão do parto domiciliar assistido por parteiras no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento reunirá, entre 09 e 13 de agosto, representantes do Ministério da Saúde, da Organização das Nações Unidas (ONU), de governos municipais e [...]
A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.
[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.
A redução da morbimortalidade materna e perinatal, a redução dos índices de cesarianas desnecessárias, a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a humanização da assistência ao pré-natal, parto, pós-parto serão alguns dos temas abordados na III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, de 26 a 30 de novembro de 2010 em Brasília-DF, [...]
No dia 07/05/2010, o jornalista Alexandre Garcia em comentário na CBN demonstrou ser um profundo desconhecedor dos benefícios do parto humanizado e do direito da mulher a um acompanhante na hora do parto. A Rede Parto do Princípio redigiu um manifesto de repúdio a mais esse desrespeito às mães brasileiras. Considerações sobre a “bobagem” do parto humanizado [...]
No Brasil são realizados em média 41 mil partos domiciliares por ano. A maior parte deles assistidos por parteiras tradicionais. Leia o artigo de Paula Viana, enfermeira e coordenadora do Programa Parteira do Grupo Curumim, e saiba porque ainda faltam motivos para festejar.
A Casa Angela é a continuidade do trabalho iniciado pela enfermeira obstetra Angela Gehrke da Silva, que desde 1986 até seu falecimento em 2000 acompanhou um grande número de mulheres da favela Monte Azul e de outras comunidades carentes da região durante a gravidez, o parto e o puerpério. Sua atuação na humanização da assistência ao parto é amplamente reconhecida pela população local e por profissionais da saúde e de diversas áreas afins.
“O parto é um símbolo, é um marco. Mas o parto está num contexto. E esse contexto é o que a parteira também lida, também trabalha. A gente leva a parteira a ter essa verdadeira noção do seu papel social dentro da comunidade enquanto liderança. Porque ela vai além do atender parto, ela é mediadora de conflitos. Então ela tem uma vasta experiência e tem uma forma de lidar com a mulher, com o parto, muito amorosa, muito afetuosa. Ela cuida dessa gestante como se fosse filha dela”, afirma a parteira Suely Carvalho, da ONG Cais do Parto neste documentário dirigido por Paschoal Samora. O filme, que mostra o trabalho da ONG com as parteiras tradicionais de Caruaru, PE, faz parte da série “Quem agora caminha em algum lugar no mundo” sobre projetos sociais bem sucedidos e a transformação que promovem no cotidiano das pessoas. As protagonistas Biró, Zefinha e Arlete contam histórias saborasas de como se tornaram parteiras e discorrem com graça e simpatia sobre o seu ofício. A minuciosa descrição de um parto pélvico feita por Zefinha é um dos pontos altos do filme, assim como a delicada cena em que Arlete ensina a uma menina como sentir o bebê dentro da barriga da mãe.
Você está grávida e quer ter um parto normal? Conta com um bom plano de saúde, faz o acompanhamento pré-natal com um médico do convênio – o mesmo que fará o seu parto – e pretende ter o bebê numa conceituada maternidade particular de São Paulo? Pois saiba que nessas condições será muito difícil escapar de uma cesárea. Ouça o nosso podcast e saiba o que você pode fazer.