<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Parto com Prazer</title>
	<atom:link href="http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.partocomprazer.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Aug 2010 19:30:51 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Banho de balde</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1701</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1701#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 17:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[balde]]></category>
		<category><![CDATA[banho de balde]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[fotos de bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Leboyer]]></category>
		<category><![CDATA[ofurô]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[parto humanizado]]></category>
		<category><![CDATA[pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[tummy tub]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1701</guid>
		<description><![CDATA[<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="300" height="200" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://marcelomin.photoshelter.com/swf/CSlideShow.swf?feedSRC=http%3A//marcelomin.photoshelter.com/gallery/G0000jlmRc_wflvE%3Ffeed%3Drss%26ppg%3D200&#38;bgtrans=f&#38;trans=xfade&#38;f_l=f&#38;f_fscr=t&#38;v=20091016&#38;f_tb=t&#38;f_bb=t&#38;f_link=t&#38;f_bbl=&#38;f_smooth=f&#38;f_fss=f&#38;f_mtrx=t&#38;f_2up=t&#38;tbs=4000&#38;f_crp=t&#38;f_wm=t&#38;f_ap=t&#38;f_s2f=t&#38;f_up=f&#38;f_emb=t&#38;f_cap=t&#38;f_sln=t&#38;ldest=c&#38;imgT=casc&#38;target=_self&#38;cred=iptc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="200" src="http://marcelomin.photoshelter.com/swf/CSlideShow.swf?feedSRC=http%3A//marcelomin.photoshelter.com/gallery/G0000jlmRc_wflvE%3Ffeed%3Drss%26ppg%3D200&#38;bgtrans=f&#38;trans=xfade&#38;f_l=f&#38;f_fscr=t&#38;v=20091016&#38;f_tb=t&#38;f_bb=t&#38;f_link=t&#38;f_bbl=&#38;f_smooth=f&#38;f_fss=f&#38;f_mtrx=t&#38;f_2up=t&#38;tbs=4000&#38;f_crp=t&#38;f_wm=t&#38;f_ap=t&#38;f_s2f=t&#38;f_up=f&#38;f_emb=t&#38;f_cap=t&#38;f_sln=t&#38;ldest=c&#38;imgT=casc&#38;target=_self&#38;cred=iptc" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
Dar o primeiro banho junto à família, com o bebê enrolado em panos para que relaxe dentro do balde, é uma das práticas dos pediatras humanizados logo após o parto. Nos dias de hoje, o respeito ao recém-nascido, preconizado 35 anos atrás pelo obstetra francês Leboyer, consiste principalmente em evitar intervenções desnecessárias e inoportunas, tão comuns em nossos hospitais.
Texto Luciana Benatti Fotos Marcelo Min

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Nascer sorrindo*</span></p>
<p><span style="font-size: large;">Dar o primeiro banho junto à família, com o bebê enrolado em panos para que relaxe dentro do balde, é uma das práticas dos pediatras humanizados logo após o parto. Nos dias de hoje, o respeito ao recém-nascido, preconizado 35 anos atrás pelo obstetra francês Leboyer, consiste principalmente em evitar intervenções desnecessárias e inoportunas, tão comuns em nossos hospitais.<br />
</span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="860" height="645" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://marcelomin.photoshelter.com/swf/CSlideShow.swf?feedSRC=http%3A//marcelomin.photoshelter.com/gallery/G0000jlmRc_wflvE%3Ffeed%3Drss%26ppg%3D200&amp;bgtrans=f&amp;trans=xfade&amp;f_l=f&amp;f_fscr=t&amp;v=20091016&amp;f_tb=t&amp;f_bb=t&amp;f_link=t&amp;f_bbl=&amp;f_smooth=f&amp;f_fss=f&amp;f_mtrx=t&amp;f_2up=t&amp;tbs=4000&amp;f_crp=t&amp;f_wm=t&amp;f_ap=t&amp;f_s2f=t&amp;f_up=f&amp;f_emb=t&amp;f_cap=t&amp;f_sln=t&amp;ldest=c&amp;imgT=casc&amp;target=_self&amp;cred=iptc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="860" height="645" src="http://marcelomin.photoshelter.com/swf/CSlideShow.swf?feedSRC=http%3A//marcelomin.photoshelter.com/gallery/G0000jlmRc_wflvE%3Ffeed%3Drss%26ppg%3D200&amp;bgtrans=f&amp;trans=xfade&amp;f_l=f&amp;f_fscr=t&amp;v=20091016&amp;f_tb=t&amp;f_bb=t&amp;f_link=t&amp;f_bbl=&amp;f_smooth=f&amp;f_fss=f&amp;f_mtrx=t&amp;f_2up=t&amp;tbs=4000&amp;f_crp=t&amp;f_wm=t&amp;f_ap=t&amp;f_s2f=t&amp;f_up=f&amp;f_emb=t&amp;f_cap=t&amp;f_sln=t&amp;ldest=c&amp;imgT=casc&amp;target=_self&amp;cred=iptc" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-size: medium;"><em>Por Luciana Benatti Fotos Marcelo Min</em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Em 25 de agosto de 1974, uma matéria exibida no Fantástico revelava aos brasileiros o parto Leboyer, apresentado como um novo método, baseado no amor e na sensibilidade. “Ao invés das luzes, o parto é feito na penumbra, em silêncio, com movimentos lentos e com a participação da mãe, que após o parto coloca o filho sobre o ventre e o acaricia”, disse o apresentador Cid Moreira sobre a forma de nascer proposta pelo obstetra francês Frederick Leboyer, que teria se sensibilizado para o sofrimento do recém-nascido na hora do parto depois de uma viagem à Índia.<br />
Por seu pioneirismo, o nome do obstetra francês é até hoje sinônimo de um nascimento respeitoso e tranquilo, que se traduz principalmente pelo ambiente silencioso e com pouca luz, os movimentos suaves do médico e o estímulo ao contato precoce do recém-nascido com a mãe. Hoje, uma das principais críticas a Leboyer é que sua proposta de humanização do parto não contemplava a mãe: fazia parte da rotina a mulher dar à luz deitada de costas, com as pernas apoiadas em estribos e delegar ao médico o controle da situação. Como, aliás, acontece até hoje no Brasil, apesar de todos os esforços de humanização do parto e nascimento realizados ao longo desses 35 anos.<br />
Sem entrar no mérito de questões filosóficas como o sofrimento inerente ao próprio ato de nascer, a visão mais moderna da humanização entende como um parto respeitoso aquele em que se evitam as interferências causadas por procedimentos desnecessários ou inoportunos, preservando o que a natureza reserva para mães e bebês no momento do nascimento.<br />
“Se por um lado é certo que evitar, identificar e tratar doenças ou problemas do corpo, da mente e da vida social das famílias fazem parte do papel do médico pediatra, por outro ainda são poucos os profissionais que conseguem identificar as reais necessidades de saúde das famílias durante o parto, o nascimento e a infância”, acredita o pediatra e neonatologista Douglas N. Gomes, de São Paulo.<br />
Segundo ele, entre as atribuições primordiais de um pediatra humanizado está a de garantir um contato íntimo, pele a pele, da mãe com o bebê após o nascimento. A seguir, ele destaca sete ações que refletem o cuidado oferecido ao bebê por um profissional humanizado logo após o parto:<br />
• movimentar lenta e delicadamente o bebê após sua saída do canal de parto para conduzi-lo ao colo da mãe;<br />
• enxugar delicadamente com panos preaquecidos a parte de trás do corpo do bebê, que não está em contato direto com a pele da mãe;<br />
• encontrar uma posição mais confortável para o bebê sobre o ventre ou o peito da mãe caso ele chore ou mostre algum desconforto;<br />
• aguardar o bebê dar sinais de que quer mamar para posicioná-lo próximo à aréola do seio materno, dando a ele a oportunidade de se movimentar para buscar e abocanhar o peito;<br />
• não interromper o contato pele a pele do bebê com a mãe por motivos banais como a necessidade de mudança de posição da mulher para os procedimentos finais do parto;<br />
• realizar os procedimentos de rotina, como pesar e medir o bebê, apenas depois que ele terminar de mamar ou após o final da primeira hora de vida, se não tiver mamado;<br />
• fazer o primeiro exame pediátrico com o bebê em ambiente aquecido, com enrolamento parcial, em posição organizada (com os membros agrupados) e com contenção facilitada pelo pai ou familiar;<br />
• dar o primeiro banho do bebê no quarto, enrolado em panos e em posição vertical (dentro do balde) para que ele relaxe e até durma, se quiser.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">* Nascer Sorrindo é o título em português do livro <em>Pour une naissance sans violence</em>, de Frederick Leboyer, publicado originalmente na França em 1974.<br />
Clique <a href="http://wm.globo.com/webmedia/windows.asx?usuario=tvgjornalismo&amp;tipo=ondemand&amp;path=/video/fantastico/20030518/parto74_high.wmv&amp;ext.asx" target="_blank">aqui </a>para ver a íntegra da reportagem sobre o parto Leboyer, exibida no Fantástico em 25 de agosto de 1974.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1701</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parto normal após duas cesáreas</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1678</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1678#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 14:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos de parto]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[grupo de apoio]]></category>
		<category><![CDATA[parteira]]></category>
		<category><![CDATA[parto natural]]></category>
		<category><![CDATA[parto normal após cesárea]]></category>
		<category><![CDATA[personagem]]></category>
		<category><![CDATA[PNAC]]></category>
		<category><![CDATA[relato]]></category>
		<category><![CDATA[VBA2C]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1678</guid>
		<description><![CDATA[Quando engravidou de Catharina, com duas cesáreas anteriores, Gisele Leal ouviu de todos a sentença: jamais poderia ter sua terceira filha de parto normal. “Seu útero se romperá com uma única contração! Você não pode entrar em trabalho de parto!", ameaçaram alguns. Com uma busca no Google, “parto normal após duas cesáreas”, ela soube que não era bem assim. E descobriu um mundo novo, o da humanização do parto. Aqui mesmo, no site Parto com Prazer, conheceu a história de Fernanda, que percorreu um caminho semelhante ao dela e muito a inspirou. Agora compartilha essa vitória com a gente.
Texto Gisele Leal Foto Lucy Miguel
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">A vitória de Gisele</span></p>
<p><span style="font-size: large;">Quando engravidou de Catharina, com duas cesáreas anteriores, Gisele Leal ouviu de todos a sentença: jamais poderia ter sua terceira filha de parto normal. “Seu útero se romperá com uma única contração! Você não pode entrar em trabalho de parto!&#8221;, ameaçaram alguns. Com uma busca no Google, “parto normal após duas cesáreas”, ela soube que não era bem assim. E descobriu um mundo novo, o da humanização do parto. Aqui mesmo, no site Parto com Prazer, conheceu a história de Fernanda, que percorreu um caminho semelhante ao dela e muito a inspirou. Agora compartilha essa vitória com a gente.</span></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1697" title="Acervo Pessoal" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/08/20100811_gisele.jpg" alt="" width="570" height="760" /></p>
<p><span style="font-size: large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: large;"> </span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><em>Por Gisele Leal Foto Lucy Miguel</em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Fiquei muito feliz quando recebi o convite para escrever para o site <em>Parto com Prazer</em>. Pra ser sincera, não me lembro muito bem como cheguei aqui, mas provavelmente foi pelo Google&#8230; Santa internet que nos abre um mundo de possibilidades, de informações que nos libertam, que nos tiram da &#8220;matrix&#8221;.</span><span style="font-size: medium;"><br />
Vivemos em um mundo tão mecanizado, tão tecnocrata que nos esquecemos da nossa essência, de como a natureza é perfeita, e acabamos mais por ouvir problemas e riscos do que ouvir o nosso próprio corpo. Foi assim que aconteceu nas minhas duas primeiras gestações&#8230; Embora eu tivesse o desejo de parir, eu não tinha informação e dei mais ouvidos aos problemas e possíveis riscos do que ao meu corpo. Acabei caindo em duas cesáreas desnecessárias.<br />
Quando engravidei pela terceira vez, todos me diziam que obrigatoriamente eu seria submetida a uma cesárea&#8230; Não queria, mas a sentença era unânime: &#8220;Parto normal com duas cesáreas anteriores é muito risco. Você e seu bebê morrem. Seu útero se romperá com uma única contração! Você não pode entrar em trabalho de parto&#8221;. Fiquei chocada.<br />
Saí de uma consulta com 32 semanas de gestação arrasada, pois a obstetra queria <strong>agendar</strong> a minha cesárea para o dia 29 de março. Eu estava até então tentando engolir que teria que passar por uma terceira cesárea, mas agendar??? Eu não queria agendar&#8230;<br />
Queria que minha bebê sinalizasse que estava pronta para sair da barriga. Mas graças a Deus essa médica quis agendar a cesárea porque foi ali que me deu um estalo e eu comecei a pesquisar. Procurei na internet primeiro, é claro. Comecei a pesquisa pelo Google, digitando &#8220;parto normal após duas cesáreas&#8221;. Achei que não fosse encontrar nada, mas tive a melhor surpresa da minha vida. Ali um mundo novo se abriu, me encheu de esperança. Assisti a muitos vídeos, li dezenas de depoimentos. Um que me chamou muito a atenção foi o da <a href="http://www.partocomprazer.com.br/?p=18" target="_blank">Fernanda</a> no site Parto com Prazer, com quem me identifiquei muito. Deixei inclusive um recadinho no site.<br />
A busca foi intensa. Conheci pessoas maravilhosas. Cheguei ao <a href="http://ishtarsorocaba.blogspot.com/" target="_blank">Ishtar Sorocaba</a> através do site <a href="http://www.bemgerar.com/" target="_blank">Bem Gerar</a>, da Carla (que também é coordenadora do Ishtar Sorocaba) e comecei a frequentar as reuniões. Conheci o mundo do parto humanizado, que eu nem sabia que existia, mas que era tudo o que instintivamente eu procurava desde a primeira gestação. Em meu íntimo, tudo o que era relacionado à gestação deveria ser exatamente como a turma do parto humanizado prega e pratica. Isso era o &#8220;natural&#8221; para mim, mas descobri que não é bem assim que as coisas funcionam&#8230;<br />
Mesmo assim, não foi fácil. Tive que fazer valer o meu desejo. E toda a informação que eu tinha foi muito importante, pois me sentia segura para ir contra os diagnósticos que recebi. Quase deixei meu marido louco, mas tudo, tudo valeu apena. Cada um dos minutos que chorei de frustração valeu por cada momento que me lembro do meu parto. Foi um parto intenso cheio de histórias para contar.<br />
Quebrando todos os protocolos, pari Catharina naturalmente, com 40 semanas e 6 dias, na banqueta de parto, com 41 horas de bolsa rota, diagnóstico de diabete gestacional, duas cesáreas prévias e obesidade. Foram 36 horas de trabalho de parto latente e 5 horas e 43 minutos de trabalho de parto ativo. Os pródromos se iniciaram exatos 15 dias antes com a perda parcial do tampão e com contrações regulares que paravam após duas ou três horas.<br />
Catharina não chorou, veio direto para o colo da mamãe para mamar. Papai cortou o cordão umbilical apenas depois que ele parou de pulsar. E Catharina não sofreu nenhuma intervenção médica. Não foi aspirada, não recebeu injeções: a vitamina K foi dada via oral. Foi apenas pesada, teve o pezinho carimbado e o coraçãozinho auscultado.<br />
Muitas pessoas tiveram um papel importante nessa minha busca incansável pelo parto normal após duas cesáreas. O balanço foi muito positivo, mas a oportunidade de ter conhecido pessoas maravilhosas, humanas, ativistas, militantes do movimento pela humanização<br />
do parto é imensurável. Não caberia aqui o nome de todas as pessoas que merecem minha gratidão eterna, por terem participado desse processo, às vezes mesmo sem saber, como a Fernanda, por exemplo. Muitas dessas pessoas serão citadas no meu livro, outras não, mas cada uma das pessoas que postaram um comentário em alguma das comunidades do Orkut ou nas listas de discussão do Ishtar ou Parto Nosso tiveram um papel importante. Por isso deixo aqui o meu muito obrigada!<br />
Não poderia deixar de colocar um agradecimento especial ao meu marido, que apesar de tudo me apoiou até o final. Minha filha Beatriz, que no auge dos seus 12 anos disse palavras importantes de incentivo e motivação. Ao meu filho Arthur, que, apesar de seus somente dois anos e meio, foi o responsável por esse desejo de parto normal, pois como poderia ficar quarenta dias sem pegá-lo no colo, por conta de uma nova cicatriz de cesárea?<br />
Alem da minha família maravilhosa, algumas pessoas foram especiais: Carla Arruda, coordenadora do Ishtar Sorocaba, a primeira pessoa com quem conversei sobre parto normal após cesárea e que me apresentou um mundo de possibilidades. Letícia Arruda, também coordenadora do Ishtar Sorocaba, que foi minha doula durante todo o trabalho de parto, incansável, insubstituível. <a href="http://www.primaluz.com.br">Priscila Colacioppo</a>, mais do que uma parteira, com graduação na USP, mestrado, doutorado, cujos títulos são apenas títulos frente ao coração e a toda experiência que carrega. Melania Amorim, sempre disponível em me responder a tantas dúvidas, sempre pautada pela Medicina Baseada em Evidências. São, com certeza, amigas para a vida inteira!<br />
Relatei todo o percurso, os obstáculos, as vitórias e as pessoas maravilhosas que eu conheci e que tiveram um papel importante em todo o processo em um livro que pretendo lançar ainda este ano. Comecei um blog para militar pelo parto natural e humanizado. Meu relato de parto está em detalhes no meu blog <a href="http://www.mulheresempoderadas.wordpress.com" target="_blank">www.mulheresempoderadas.wordpress.com</a>.<br />
Abraço<br />
Gisele Leal</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1678</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Perfil: Esmerinda Cavalcante (Mema)</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1645</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1645#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 16:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagem]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Moara]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologista]]></category>
		<category><![CDATA[obstetra]]></category>
		<category><![CDATA[parto humanizado]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[personagem]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1645</guid>
		<description><![CDATA[Na família da ginecologista e obstetra Esmerinda Maria Cavalcante, a Mema, o parto sempre foi encarado com naturalidade. A começar por sua mãe, que teve sete filhos em casa, em Maceió. O nascimento de Mema foi o mais inusitado deles. “Meu pai saiu para buscar a parteira levando junto os quatro meninos, era sábado de carnaval. Quando voltou, eu já tinha nascido. Foi a maior festa porque era uma menina”, conta. Por causa desse episódio e também de seu jeito acelerado, sua mãe gostava de dizer que ela sempre foi ligeira, até para nascer.
Texto Luciana Benatti Fotos Marcelo Min]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Figura materna</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;">Como médica auxiliar em partos humanizados, Esmerinda Cavalcante fez as pazes com a obstetrícia. Hoje o que mais gosta é de apoiar as mulheres durante o parto.</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-1658" title="Esmerinda Cavalcante (Mema) Foto Marcelo Min / Fotogarrafa" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/08/D20100429_Mema.jpg" alt="" width="950" height="633" /> </strong></span><br />
<span style="font-size: medium;">Na família da ginecologista e obstetra Esmerinda Maria Cavalcante, a Mema, o parto sempre foi encarado com naturalidade. A começar por sua mãe, que teve sete filhos em casa, em Maceió. O nascimento de Mema foi o mais inusitado deles. “Meu pai saiu para buscar a parteira levando junto os quatro meninos, era sábado de carnaval. Quando voltou, eu já tinha nascido. Foi a maior festa porque era uma menina”, conta. Por causa desse episódio e também de seu jeito acelerado, sua mãe gostava de dizer que ela sempre foi ligeira, até para nascer.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Como era tradição na família, os partos de Mema também foram rápidos. “O primeiro, da Renata, durou duas horas e meia. No segundo, a bolsa rompeu em casa, eu fui voando para o hospital e a Clara nasceu 35 minutos depois, com duas forças. O terceiro, do Otávio, demorou um pouco mais: três horas. Tomei anestesia nos três, porque era rotina, não precisava pedir.” Seu marido, o ginecologista e obstetra Jorge Kuhn <em>(com ela na foto acima)</em>, foi quem “pegou” os três bebês.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A Medicina entrou na vida de Mema por influência de seu irmão mais velho, hoje cardiologista e professor da Universidade Federal de Alagoas. “Eu achava o máximo quando ele chegava em casa contando as histórias da faculdade”, lembra ela. Antes de passar no vestibular de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, Mema cursou Fisioterapia na Universidade Federal de Pernambuco. Formada, chegou a trabalhar na área durante os anos em que estudava para se tornar médica.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Concluído o curso de Medicina, mudou-se para São Paulo onde se tornou estagiária no serviço de Obstetrícia e Ginecologia da antiga Casa Maternal e da Infância Dona Leonor Mendes de Barros. Lá conheceu o então médico residente Jorge Kuhn. Em 1983, passou num concurso para a Prefeitura de São Paulo e começou a trabalhar primeiro no hospital Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, depois no hospital Saboia, no Jabaquara, até se tornar chefe de uma Unidade Básica de Saúde. Hoje, ainda funcionária da Prefeitura, atua no programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">“Eu sempre gostei muito de Obstetrícia, por ser uma especialidade concreta: a mulher engravidou e o bebê está crescendo. As coisas subjetivas nunca me chamaram a atenção. Sou mais prática na vida”, define-se Mema. Sempre ligada à área de saúde da mulher, Mema passou a sofrer com o excesso de cesáreas que via acontecer ao seu redor. A sensação piorou depois de uma temporada de um ano e meio em que viveu e estudou na Alemanha, onde o marido Jorge realizava sua pesquisa de doutorado.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">“Lá eu realmente constatei como estava errada a prática obstétrica no Brasil. Aqui, se o bebê não nasce em uma ou duas horas, a mulher vai para a faca.” Ela conta que foi muito mais fácil se adaptar no exterior do que se readaptar no Brasil. “As coisas lá são corretas. Eu me acostumei. Quando voltei, tive um choque de cultura.” Não que os primeiros meses em Berlim tenham sido fáceis. Mema, que viajou com os três filhos pequenos, havia estudado só dois semestres de alemão. “Tive de me virar. Ia ao banco, ao correio, ao supermercado, levar os meninos à escola, participar de reuniões”, lembra.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na volta, cada vez mais desiludida com a obstetrícia, foi deixando de atender partos e passando a atuar apenas como assistente. “Cheguei a auxiliar alguns colegas, mas era o mesmo problema: eu não concordava com a indicação da cesárea e não podia falar nada porque a paciente não era minha. Por outro lado, não achava certo ficar sofrendo.”</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Há dez anos, ela tomou uma importante decisão: restringiu sua atuação em obstetrícia a auxiliar três profissionais humanizados: Jorge Kuhn, Andrea Campos e Cátia Chuba. “Quando eles precisam de mais um médico para ajudar no parto, vou junto e gosto bastante”, diz satisfeita com o caminho escolhido.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na hora do parto, além de ajudar em alguns procedimentos médicos e se revezar com o obstetra principal na espera por partos mais demorados, o que ela mais gosta é de dar suporte emocional à parturiente. “O trabalho de parto é um momento em que ela precisa muito ter uma mulher ao lado, como se fosse uma mãe. Isso quando ela aceita,  é claro, porque algumas mulheres não se permitem. Nesse caso eu me afasto”, diz Mema.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O movimento da humanização do parto, que aproximou os profissionais da Casa Moara, também faz parte da vida de Mema. “Embora como auxiliar eu não seja mais a principal responsável pelo evento do parto, participo bastante das discussões.” E influencia sua prática em consultório. “Nunca fui uma médica muito intervencionista, mesmo na ginecologia. Depois que entrei no movimento da humanização estou menos ainda.” Nesse movimento, deixou de fazer cirurgias e passou a se dedicar mais à orientação da concepção e do planejamento familiar e à prevenção do câncer ginecológico.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Com os filhos crescidos, mas ainda apaixonada pelo universo dos bebês, Mema agora anseia pelo momento de se tornar avó, o que deve levar mais alguns anos. “Está todo mundo animado para ter um nenê na família”, revela sorrindo.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1645</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parteiras propõem inclusão do parto domiciliar no SUS</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1640</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1640#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 14:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Curumim]]></category>
		<category><![CDATA[parteira]]></category>
		<category><![CDATA[parteira tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[parto domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1640</guid>
		<description><![CDATA[Parteiras indígenas, quilombolas e tradicionais de 15 estados se reunirão em Brasília esta semana para discutir estratégias de inclusão do parto domiciliar assistido por parteiras no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento reunirá, entre 09 e 13 de agosto, representantes do Ministério da Saúde, da Organização das Nações Unidas (ONU), de governos municipais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;">Parteiras indígenas, quilombolas e tradicionais de 15 estados se reunirão em Brasília esta semana para discutir estratégias de inclusão do parto domiciliar assistido por parteiras no Sistema Único de Saúde (SUS).<br />
O evento reunirá, entre 09 e 13 de agosto, representantes do Ministério da Saúde, da Organização das Nações Unidas (ONU), de governos municipais e estaduais, além de profissionais de saúde e integrantes de organizações não governamentais. O encontro, intitulado &#8220;Encontro Nacional Parteiras Tradicionais: Inclusão e Melhoria da Qualidade da Assistência ao Parto Domiciliar no SUS&#8221;, é promovido pelo Grupo Curumim (PE) e o Fundo Nacional de Saúde e tem apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Ao final, as parteiras entregarão ao Ministério da Saúde proposições de políticas para melhorar e ampliar o atendimento ao parto humanizado no SUS.<br />
Durante o evento, além das parteiras tradicionais, os estados participantes também apresentarão suas políticas para inclusão do parto domiciliar no Sistema Único de Saúde. Estarão presentes representantes e pesquisadores de universidades dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Roraima, Tocantins, além do Distrito Federal.<br />
Para a coordenadora do Grupo Curumim, Paula Viana, é fundamental que haja integração entre a profissional parteira e os serviços de Saúde. &#8220;Esse vínculo é importante como estratégia de promoção da saúde e de redução da mortalidade materna e neonatal. Com isso, nós vamos elaborar e entregar ao Ministério da Saúde um plano de ação que ajude a melhorar a política nacional de inclusão do parto domiciliar assistido por parteira no SUS, além de formar uma rede nacional de referência para ajudar na implementação dessas estratégias&#8221;, afirma.<br />
O encontro nacional sucede mais de 100 encontros realizados pelo Grupo Curumim em 15 estados nas cinco regiões do Brasil. Ao longo de dez anos, o Programa Parteiras Tradicionais, realizado pelo Grupo Curumim em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu cursos e capacitações para cerca de 2 450 parteiras tradicionais e profissionais de saúde em todo o país, incluindo a elaboração de materiais informativos e educativos, como o Livro da Parteira e o manual Trabalhando com Parteiras Tradicionais.<br />
O Grupo Curumim desenvolve o Programa Parteira, que propõe e incide nas definições de políticas públicas de saúde para a inclusão do parto domiciliar assistido por parteiras tradicionais no conjunto da atenção integral à saúde da mulher no Brasil. O encontro nacional de parteiras também faz parte da Campanha de 20 anos do Grupo Curumim: &#8220;Por todas as Mulheres. Por todos os Direitos&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">INFORMAÇÕES</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Encontro Nacional Parteiras Tradicionais: Inclusão e Melhoria da Qualidade da Assistência ao Parto Domiciliar no SUS</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Data: 09 a 13 de agosto</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Local: Casa de Retiros Assunção (Avenida L2 Norte 611 S Módulo E<br />
SGAN, Brasília &#8211; DF)</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Fonte: Assessoria de Comunicação &#8211; Grupo Curumim</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1640</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vem aí: PARTO, com Tatiana Tardioli</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1564</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1564#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 18:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[dança materna]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculo]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Tardioli]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1564</guid>
		<description><![CDATA[PARTO é uma investigação do caminho interno atravessado pela mulher no rito de passagem que vai do fim da gestação até o nascimento do bebê.
A concepção e a direção de dança do trabalho partem da improvisação dirigida para criar um repertório aberto, que emerge e se recria a cada ensaio/apresentação, numa abordagem que privilegia uma manifestação delicada e forte do conteúdo, buscando a simplicidade que lhe cabe, e a justa medida de uma interpretação que procura o equilíbrio entre o que se sente, pensa e escuta em cena.
PARTO conta com uma trilha sonora original e com a violoncelista Tânia Mello Neiva tocando ao vivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;">PARTO é uma investigação do caminho interno atravessado pela mulher no rito de passagem que vai do fim da gestação até o nascimento do bebê.</span></p>
<p><img class="size-full wp-image-1589 alignnone" title="parto_divulgação2" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/08/parto_divulgação2.jpg" alt="" width="950" height="598" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"> A concepção e a direção de dança do trabalho partem da improvisação dirigida para criar um repertório aberto, que emerge e se recria a cada ensaio/apresentação, numa abordagem que privilegia uma manifestação delicada e forte do conteúdo, buscando a simplicidade que lhe cabe, e a justa medida de uma interpretação que procura o equilíbrio entre o que se sente, pensa e escuta em cena. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">PARTO conta com uma trilha sonora original e com a violoncelista Tânia Mello Neiva tocando ao vivo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Sensações, sentimentos, memórias e impressões com os quais as mulheres se defrontam durante seu trabalho de parto foram o ponto de partida para o processo de criação. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Entremeados à trilha, trechos de depoimentos de várias mulheres sobre suas experiências em diferentes tipos de parto às vezes misturam-se e às vezes destacam-se do todo, realçando aspectos simbólicos e concretos importantes no que se refere à experiência de dar à luz para mulheres contemporâneas que viveram esse momento recentemente.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"> </span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><img class="size-full wp-image-1573 alignleft" title="PARTO_cartaz" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/08/PARTO_cartaz.jpg" alt="" width="400" /></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>DANÇA MATERNA</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>para Gestantes</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Benefícios da Dança na Gestação:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Dançar na gestação possibilita que a mulher assimile as mudanças que vão acontecendo no corpo com tranquilidade e alegria. Colabora para que o corpo se reequilibre e sustente harmoniosamente o ganho de peso. Melhora a oxigenação e a circulação sanguínea, beneficiando mãe e bebê. Por combinar exercícios de alongamento, fortalecimento, relaxamento, respiração e dança, contribui com a preparação para o parto, quando precisamos conciliar momentos de ação e de entrega.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Como são as aulas?</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Nas aulas as gestantes são convidadas inicialmente a prestar atenção no próprio corpo, na respiração e no bebê. A intenção é afinar a sintonia e contribuir para que a mulher se coloque no presente e dedique aquele momento da maneira mais inteira possível a ela e a gravidez. Depois espreguiçam bastante e percebem o próprio corpo, se há alguma dor ou tensão desnecessária. A partir disto proponho exercícios, às vezes massagens que, de acordo com as necessidades de cada uma, podem ser ou não os mesmos. Depois vem a dança, à base de improvisações direcionadas à exploração do movimento, percepção dos apoios, dos impulsos, da relação com o espaço, com o bebê e com as outras grávidas. No final, mais um pouco de alongamento,respiração e compartilhamos como foi a vivência daquela aula, as imagens que surgiram. Há quem goste de registrar por escrito estas impressões e então faz isso no finalzinho.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>para Mães e Bebês</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Benefícios para a mãe:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Retorno à vida social, otimização da redução de peso, reeducação corporal (que evitará ou minimizará problemas posturais, inclusive na maneira de carregar e amamentar o bebê), fortalecimento do vínculo com o filho.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Benefícios para o bebê:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Proximidade com a mãe e aconchego fazem com que o bebê sinta-se amado, protegido e ajuda a reduzir a incidência de cólicas. O balanço da dança é extremamente relaxante para os bebês que em geral sorriem, se divertem e saem da aula calmíssimos e muitas vezes, dormindo. Outra vantagem é que o peito da mãe está ao alcance do bebê. Frequentemente eles mamam durante a aula enquanto dançam com a mamãe.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Obs: Indicado para mães com bebês a partir de 1 mês e meio, usando algum tipo de carregador ( sling, wrap, canguru, etc). Alguns carregadores serão levados para serem emprestados a quem eventualmente não tenha.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Observações Gerais:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Haverá o sorteio de um sling da marca Amollis na Sessão Especial para Mães e Bebês</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Sobre a Dança Materna, mais informações podem ser obtidas no site www.dancamaterna.com.br</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1564</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Programa eleitoral de Serra induz mulheres a erro</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1556</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1556#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 18:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cesárea desnecessária]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Paulistana]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto do Princípio]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1556</guid>
		<description><![CDATA[A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.
[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;"><strong>Carta aberta da Rede Parto do Princípio</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;">Necessidade Urgente de Retificação do Programa Eleitoral do Candidato José Serra</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa<br />
(www.partodoprincipio.com.br) entende como propaganda enganosa o trecho<br />
do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia<br />
nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Transcrição realizada através da cópia das legendas do vídeo disponível em:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">http://joseserra.psdb.org.br/noticias/serra-sabe-fazer-e-faz (a partir<br />
do minuto 4:10 do vídeo de 10 minutos)</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><em>[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe<br />
Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em<br />
hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.</em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A mensagem do vídeo pode ser comumente entendida como agendamento do<br />
parto, assim como são agendadas as cesarianas tão frequentes nos setores<br />
suplementar e privado de assistência à saúde brasileiros. Apesar de<br />
muitas mulheres desejarem escolher a via de parto de seus filhos (parto<br />
normal ou cesariana), induzir e subentender que marcar a data do parto<br />
seria um benefício contradiz totalmente com o que é preconizado pela<br />
Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, e Pelo Pacto<br />
Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Ao contrário do que é sugerido pelo vídeo, no setor público as mulheres<br />
não escolhem a via de parto, sendo esta uma decisão baseada em<br />
indicações clínicas que tornem necessária uma intervenção cirúrgica. As<br />
evidências científicas indicam que a realização de uma cirurgia<br />
desnecessária aumenta os riscos de morbi-mortalidade materna e neonatal.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Outra interpretação possível da mensagem é de que haveria<br />
possibilidadede reservar vaga em hospital antecipadamente. Porém, o<br />
Programa Mãe Paulistana não contempla tal procedimento, de acordo com as<br />
informações disponibilizadas pela própria Prefeitura de São Paulo. O que<br />
existe é uma Central de Regulação que presta apoio quando há falta de vagas.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Diante dessa mensagem cujas duas possíveis interpretações carecem de<br />
fundamento, faz-se necessária e urgente retificação da mensagem<br />
transmitida com nota de esclarecimento sobre os benefícios do parto normal.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Solicitamos também que seja dada a devida publicidade a que o programa<br />
efetivamente propõe. Esse, sim, seria o compromisso do candidato com o<br />
que é melhor para a saúde das mulheres e seus bebês.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Vale lembrar que, em todo o Brasil, as gestantes tem direito à no mínimo<br />
seis consultas de pré-natal pelo SUS.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">E na cidade de São Paulo, o vale transporte e a garantia de vagas nos<br />
leitos dos hospitais públicos municipais e conveniados com o SUS são<br />
direitos das gestantes desde 2001 (Lei Municipal nº 13.211 de São Paulo<br />
aprovada e sancionada por Marta Suplicy).</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Caso o candidato considere necessário expor sobre assuntos referentes à<br />
assistência à gestante durante sua gestão, sugerimos citar a Lei<br />
Estadual 13.069 de 2008 do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a<br />
obrigatoriedade dos serviços de saúde informar sobre o direito à<br />
presença do acompanhante no parto. Apesar de até hoje não estar sendo<br />
cumprida por muitos hospitais do Estado de São Paulo, é uma lei que foi<br />
promulgada durante sua gestão.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Aproveitamos para salientar que também as Leis Estadual (Lei Estadual nº<br />
10.241 de 1999) e Federal (Lei Federal nº 11.108 de 2005) do<br />
Acompanhante no Parto continuam sendo desrespeitadas em muitos hospitais<br />
públicos e particulares do Estado de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Gostaríamos ainda de saber qual foi a intenção da menção de que é &#8220;Tudo<br />
de graça&#8221; quando sabemos que se trata de direitos garantidos por lei e<br />
assistência pública à saúde. Desde 1988, com a promulgação da<br />
Constituição da República, a saúde é direito de todos e dever do Estado,<br />
financiada por tributos para os quais a população inteira contribui. Não<br />
é de graça, pagamos por isso.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O Brasil não pode mais permitir propaganda enganosa.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Parto do Princípio &#8211; Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta<br />
para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa<br />
através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação<br />
parto e nascimento. (www.partodoprincipio.com.br)</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Mais informações, acesse:</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=\<br />
32350&amp;janela=1</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Programa Mãe Paulistana</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/mae_paulistana/estrutura.asp</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Parto Normal: mais segurança para a mãe e o bebê</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=20911</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1556</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parteiras de Caruaru</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1545</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1545#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 16:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[midwife]]></category>
		<category><![CDATA[midwives]]></category>
		<category><![CDATA[parteira]]></category>
		<category><![CDATA[parto natural]]></category>
		<category><![CDATA[parto pélvico]]></category>
		<category><![CDATA[personagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1545</guid>
		<description><![CDATA[<object width="309" height="205"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10750976&#38;server=vimeo.com&#38;show_title=0&#38;show_byline=1&#38;show_portrait=0&#38;color=00ADEF&#38;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10750976&#38;server=vimeo.com&#38;show_title=0&#38;show_byline=1&#38;show_portrait=0&#38;color=00ADEF&#38;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="309" height="205"></embed></object><p></p>
"O parto é um símbolo, é um marco. Mas o parto está num contexto. E esse contexto é o que a parteira também lida, também trabalha. A gente leva a parteira a ter essa verdadeira noção do seu papel social dentro da comunidade enquanto liderança. Porque ela vai além do atender parto, ela é mediadora de conflitos. Então ela tem uma vasta experiência e tem uma forma de lidar com a mulher, com o parto, muito amorosa, muito afetuosa. Ela cuida dessa gestante como se fosse filha dela", afirma a parteira Suely Carvalho, da ONG Cais do Parto neste documentário dirigido por Paschoal Samora. O filme, que mostra o trabalho da ONG com as parteiras tradicionais de Caruaru, PE, faz parte da série “<em>Quem agora caminha em algum lugar no mundo</em>” sobre projetos sociais bem sucedidos e a transformação que promovem no cotidiano das pessoas. As protagonistas Biró, Zefinha e Arlete contam histórias saborasas de como se tornaram parteiras e discorrem com graça e simpatia sobre o seu ofício. A minuciosa descrição de um parto pélvico feita por Zefinha é um dos pontos altos do filme, assim como a delicada cena em que Arlete ensina a uma menina como sentir o bebê dentro da barriga da mãe.  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="309" height="205" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10750976&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="309" height="205" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10750976&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>&#8220;O parto é um símbolo, é um marco. Mas o parto está num contexto. E esse contexto é o que a parteira também lida, também trabalha. A gente leva a parteira a ter essa verdadeira noção do seu papel social dentro da comunidade enquanto liderança. Porque ela vai além do atender parto, ela é mediadora de conflitos. Então ela tem uma vasta experiência e tem uma forma de lidar com a mulher, com o parto, muito amorosa, muito afetuosa. Ela cuida dessa gestante como se fosse filha dela&#8221;, afirma a parteira Suely Carvalho, da ONG Cais do Parto, neste documentário dirigido por Paschoal Samora. O filme, que mostra o trabalho da ONG com as parteiras tradicionais de Caruaru, PE, faz parte da série “<em>Quem agora caminha em algum lugar no mundo</em>” sobre projetos sociais bem sucedidos e a transformação que promovem no cotidiano das pessoas. As protagonistas Biró, Zefinha e Arlete contam histórias saborosas de como se tornaram parteiras e discorrem com graça e simpatia sobre o seu ofício. A minuciosa descrição de Zefinhapara o parto pélvico é um dos pontos altos do filme, assim como a delicada cena em que Arlete ensina uma menina a sentir o bebê dentro da barriga da mãe.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1545</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Perfil Andrea Campos</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1530</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1530#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 15:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Moara]]></category>
		<category><![CDATA[parto normal]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[personagem]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1530</guid>
		<description><![CDATA[Especialista em parto humanizado, a obstetra Andrea Campos une a sensibilidade às mais recentes evidências científicas para apoiar as mães e receber melhor os bebês.
Texto Luciana Benatti  Foto Marcelo Min]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Ajudar a nascer</span><br />
<span style="font-size: large;">Especialista em parto humanizado, a obstetra Andrea Campos une a sensibilidade às mais recentes evidências científicas para apoiar as mães e receber melhor os bebês</span><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-1531" title="D20080127_172500" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/08/D20080127_172500.jpg" alt="" width="950" height="633" /><br />
<span style="font-size: medium;">“Em medicina, muitas vezes existe mais de um caminho possível. É preciso conversar para ajudar cada um a fazer suas próprias escolhas”, acredita a ginecologista e obstetra Andrea Campos. Essa postura de respeito ao protagonismo feminino, cada vez mais fora de moda nos consultórios brasileiros, fica clara logo na primeira conversa: seu papel como médica consiste em auxiliar as mulheres a construir sua própria história. E não em escrevê-la por elas.<br />
Consciente de que a medicina de modo geral e a obstetrícia em particular tendem a ver tudo pelo lado da doença, Andrea resolveu investir no caminho oposto, no que chama de ponto de vista da parteira: “A gravidez e o parto podem ter complicações em alguns casos, mas em geral são processos fisiológicos que transcorrem normalmente”. Assim, acredita que, além da rotina de exames, importantes para afastar riscos, o pré-natal é uma oportunidade de ajudar as mulheres e suas famílias a desconstruir o medo do parto, tão arraigado em nossa cultura.<br />
No consultório, o fato de não haver uma mesa de trabalho servindo como anteparo entre a médica e a gestante ou o casal dá a primeira pista de que a relação que se pretende construir é de troca. A ausência de outro item sempre presente nos consultórios, a mesa ginecológica, sinaliza que a prioridade é o bem estar da mulher. A possibilidade de substituí-lo por um amigável récamier lhe foi apresentada pela primeira vez no consultório do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, ONG voltada à saúde da mulher onde atendeu durante quatro anos. “Muitas pacientes sentem dor só pelo medo de serem examinadas naquela posição”, justifica.<br />
Mais do que um simples detalhe, esse cuidado tão sutil revela uma abordagem da gravidez e do parto procurada por um número crescente de mulheres bem informadas, entre elas muitas participantes dos encontros para troca de experiências entre grávidas promovidos pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, o Gama, onde Andrea também costuma atender.<br />
A aproximação de Andrea com o Gama, que tem como principal objetivo promover uma atitude positiva em relação à gestação e ao parto, aconteceu naturalmente em função de seu trabalho na sede do Coletivo Feminista, em Pinheiros, onde também aconteciam as reuniões do grupo. Vieram de lá muitas das gestantes acompanhadas por ela nos últimos anos, mulheres de diferentes profissões e classes sociais, mas com uma importante caraterística em comum: todas queriam para si o papel principal na hora do parto. E encontraram em Andrea uma profissional comprometida em ajudá-las. “Nossa relação é de troca. Aprendo muito com elas”, diz referindo-se às mulheres que acompanha.<br />
Com essa visão, reforçada pelos princípios da medicina antroposófica, especialidade com a qual teve contato por intermédio de uma paciente e decidiu estudar há três anos, a obstetra consegue manter um alto índice de partos normais, com apenas 10% de cesáreas, taxa que se enquadra no recomendado como ideal pela Organização Mundial da Saúde. Uma relação inversamente proporcional à encontrada hoje no universo da saúde privada brasileira, onde cesárea se tornou a regra e parto normal, a exceção.<br />
Por vontade própria, mais da metade dessas gestantes abrem mão da anestesia, preferindo métodos não farmacológicos de alívio da dor, como a imersão em água morna e o apoio de uma doula, recursos incentivados pela médica. Para aquelas que não querem sentir dor, Andrea trabalha com anestesistas acostumados ao parto normal, que recorrem a uma técnica capaz de aliviá-la sem tirar os movimentos. A parturiente consegue andar mesmo anestesiada.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Trajetória profisisonal</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Nascida em Santos, SP, e criada em Jacutinga, no sul de Minas, filha de um casal de fazendeiros, Andrea cresceu em contato com a natureza. Por sua proximidade com os animais durante a infância e a juventude, chegou a prestar vestibular para veterinária antes de se decidir pela medicina. Interessada em obstetrícia desde o segundo ano da faculdade de medicina, cursada na Universidade de Mogi das Cruzes, conseguiu ainda estudante um estágio no Hospital Escola de Vila Nova Cachoeirinha, onde começou a ter contato com a prática do parto normal.<br />
Depois de se formar, em 2001, fez dois anos de residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros. E, embora a essa altura já estivesse convencida de que gostava mesmo era de atender partos, cursou o terceiro ano opcional de residência em oncologia pélvica e mastologia no hospital Pérola Byington. Acreditava que essas especialidades seriam sua garantia de futuro caso o consultório não se sustentasse só com mulheres em busca do parto humanizado, um movimento que naquela época estava apenas começando no Brasil.<br />
Esse temor, no entanto, nunca se concretizou. Desde 2004, quando iniciou o atendimento em consultório, só viu a procura por seu trabalho crescer. A ponto de, em 2009, atingir a marca de 60 partos por ano, número que considera ideal para poder conciliar trabalho, estudo e vida pessoal. Conquistou o que queria sem fazer grandes concessões: não trabalha com convênios e não faz cesáreas a pedido, ou seja, sem que haja uma real indicação médica.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Antroposofia e alemão</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Aos 34 anos, solteira e sem filhos, adora viajar. E procura traçar pelo menos um roteiro de férias por ano. Nas horas livres gosta de ir ao cinema, praticar ioga, andar de bicicleta com os amigos e passear pelo parque do Ibirapuera na companhia de Guinli, seu cão da raça whippet. Vegetariana por razões éticas, sonha um dia morar num sítio autossustentável. Dedica boa parte de seus finais de semana ao estudo: em 2008 iniciou o curso básico de medicina antroposófica, que lhe despertou o desejo de aprender alemão, que hoje estuda com afinco.<br />
Desde 2004, quando abriu consultório, atendeu mais de 260 partos. Número que não leva em consideração os incontáveis nascimentos que acompanhou em plantões. Vem da experiência em hospitais públicos boa parte de sua habilidade para atuar em casos considerados mais difíceis. “No Pedreira, atendi mais de 10 pacientes primigestas (grávidas do primeiro filho), que chegaram ao hospital no período expulsivo do parto, com o bebê pélvico (sentado)”, cita como exemplo. O parto de bebês pélvicos é pouquíssimo praticado pelos médicos, que nesse caso costumam preferir a cesariana, embora essa não seja uma indicação absoluta de cirurgia.<br />
A oportunidade de trabalhar no Hospital Pedreira veio de um convite do obstetra Jorge Kuhn, na época chefe daquele hospital e hoje um importante nome do parto humanizado no Brasil, com quem Andrea havia trabalhado no hospital Leonor Mendes de Barros. Era o início de uma parceria bem sucedida e que dura até hoje. Com ele, Andrea aprendeu, por exemplo, a técnica da versão cefálica externa, manobra para virar de cabeça para baixo o bebê que permanece sentado próximo à data provável do parto. Conhecida e praticada pelos obstetras mais antigos e mesmo por muitas parteiras tradicionais, a técnica está se perdendo com a popularização do parto cirúrgico no Brasil.<br />
Começou a atender partos domiciliares em 2004, ao lado de Kuhn e de sua mulher Esmerinda Cavalcante, a Mema, também ginecologista e obstetra. Três anos depois, passou assistir as pacientes em casa também com a obstetriz Marcia Koiffman, que se tornaria outra de suas importantes parceiras de trabalho e com quem compartilha uma mesma visão do parto.<br />
“No Brasil, como muita gente faz cesárea, a mulher que opta pelo parto normal muitas vezes está cercada de pessoas que não acreditam nisso. E que só falam coisas negativas. Para se fortalecer, precisa encontrar pessoas que pensam como ela. E ver que esse desejo não é uma coisa errada, fora do padrão”, explica Andrea. É essse o papel da Casa Moara, espaço de convivência de grávidas e suas famílias recentemente criado por Andrea em parceria com Jorge Kuhn, Mema Cavalcante e Márcia Koiffman. Sugerido por ela, que o ouviu de um professor da pedagogia Waldorf durante um encontro de antroposofia, o nome Moara resume a essência do trabalho do grupo: em tupi-guarani, Moara é aquele que ajuda a nascer. Nada mais apropriado para descrever o trabalho de Andrea, que alia técnica e sensibilidade para ajudar mulheres que não abrem mão de vivenciar de forma plena o nascimento de seus filhos.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1530</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A superação de uma gravidez interrompida</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1513</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1513#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 00:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[perda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1513</guid>
		<description><![CDATA[<object width="310" height="200"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1308843&#038;autoStart=false&#038;width=310&#038;height=200" name="FlashVars" /><embed width="310" height="200" flashvars="midiaId=1308843&#038;autoStart=false&#038;width=310&#038;height=200" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object>
"Quando uma mulher perde um bebê - ela aborta - para as pessoas, às vezes, ela perdeu um embrião. Para a mulher, não é um embrião: é um filho", afirma a psicoterapeuta Vera Iaconelli, do Instituto Gerar, em matéria exibida esta semana no programa Happy Hour, do GNT. Segundo ela, a falta de reconhecimento social desse luto pode levar a mulher à depressão, inclusive numa gestação posterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="310" height="200"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1308843&#038;autoStart=false&#038;width=310&#038;height=200" name="FlashVars" /><embed width="310" height="200" flashvars="midiaId=1308843&#038;autoStart=false&#038;width=310&#038;height=200" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object><br />
&#8220;Quando uma mulher perde um bebê &#8211; ela aborta &#8211; para as pessoas, às vezes, ela perdeu um embrião. Para a mulher, não é um embrião: é um filho&#8221;, afirma a psicoterapeuta Vera Iaconelli, do Instituto Gerar, em matéria exibida esta semana no programa Happy Hour, do GNT. Segundo ela, a falta de reconhecimento social desse luto pode levar a mulher à depressão, inclusive numa gestação posterior.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1513</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Relato de parto</title>
		<link>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1500</link>
		<comments>http://www.partocomprazer.com.br/?p=1500#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 15:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos de parto]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Moara]]></category>
		<category><![CDATA[gêmeos]]></category>
		<category><![CDATA[grupo de apoio]]></category>
		<category><![CDATA[midwife]]></category>
		<category><![CDATA[parteira]]></category>
		<category><![CDATA[parto humanizado]]></category>
		<category><![CDATA[parto natural]]></category>
		<category><![CDATA[PNAC]]></category>
		<category><![CDATA[Primaluz]]></category>
		<category><![CDATA[VBAC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.partocomprazer.com.br/?p=1500</guid>
		<description><![CDATA[Não existem histórias melhores que as da vida real. A de Viviane Coentro, fonoaudióloga de Campinas e mãe de Manuela, de 3 anos, e dos gêmeos Mariana e Levi, de 8 meses, é tão bonita que parece obra de ficção. A filha mais velha nasceu de cesárea. Os gêmeos, de parto natural hospitalar. 
Novo: clique para ver a galeria de fotos do parto.

Texto Luciana Benatti Fotos Vívian F. Scaggiante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Emoção em dobro</span><br />
<strong><span style="font-size: large;">O nascimento de Manuela numa cesárea indesejada deixou profundas marcas em Viviane Coentro, superadas três anos depois no parto dos gêmeos Mariana e Levi.</span></strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1676" title="IMG_6187" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/uploads/2010/07/IMG_6187.jpg" alt="" width="950" height="633" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Não existem histórias melhores que as da vida real. A de Viviane Coentro, fonoaudióloga de Campinas e mãe de Manuela, de 3 anos, e dos gêmeos Mariana e Levi, de 8 meses, é tão bonita que parece obra de ficção. </span><span style="font-size: medium;">A filha mais velha nasceu de cesárea. Os gêmeos, de parto natural hospitalar, acompanhado pelas parteiras <a href="http://www.primaluz.com.br" target="_blank">Márcia Koiffman e Priscila Colacioppo</a>. Nos dias de hoje, um parto normal de gêmeos, sem anestesia e com a assistência de parteiras já é algo muito raro. Com um histórico de cesárea anterior, então, é algo praticamente inexistente. Mas não impossível, como mostrou Viviane. Nas palavras dela, dar a luz Mariana e Levi de forma natural foi “um desafio que me permitiu curar antigas feridas”. No linguajar mais técnico, um VBAC (sigla em inglês para “parto normal depois de cesárea”), sonho de cada vez mais mulheres no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Leia abaixo o relato de Viviane, que contou com o importante apoio do marido Rafael nos partos.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Setembro de 2006 </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">O nascimento de Manuela </span></strong></p>
<p><span style="font-size: medium;">“Não estou sentindo mais nada. Pararam as contrações?”, perguntei ao Rafa, deitada na mesa cirúrgica. “Não, as contrações continuam, mas você não vai mais sentir”, respondeu o médico. Saber que eu não iria mais sentir nada foi um dos momentos mais tristes da minha vida.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Não ia sentir e não ia ver também. Os médicos subiram o campo cirúrgico e eu apenas ouvi, na narração do meu marido, minha primeira filha sendo nascida. “Como ela é, como ela é?”, perguntei. “É linda, cabeluda e nasceu de olho aberto”, descreveu Rafa. Pedi para me desamarrarem, queria tocá-la. “Não precisa limpar, traz minha filha para mim”, pedi para a pediatra. Consegui encostar meu rosto no dela. Tentamos colocá-la para mamar. Impossível: eu estava cheia de eletrodos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Manuela nasceu às 13h18, depois de 18 horas de trabalho de parto, com dilatação total, numa cesárea que hoje vejo como desnecessária: embora os bebês com a cabeça defletida demorem mais para nascer, o parto normal é possível. Mas é preciso esperar. O que não aconteceu no nosso caso.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Chorei nos três dias em que fiquei internada. No terceiro, me mandaram para a psicóloga porque as enfermeiras não davam mais conta de mim. Quando fui para casa, tomava banho e não conseguia olhar o corte, passar a mão nele. Um mês depois escrevi um relato de parto que começava assim: “Graças a Deus existe algo tão agressivo como a cesárea, mas que salvou a vida do meu bebê”.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Naquela época eu realmente acreditava que havia precisado daquela cesárea. Que naquela posição ela não iria conseguir nascer. As pessoas ao meu redor se espantavam: “Nossa, 18 horas de trabalho de parto! Por que não fizeram uma cesárea logo?” E aquilo me doía ainda mais.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Comecei então a ler muito, a ir atrás das coisas. Conheci um grupo de apoio de Campinas, o Samaúma. Eu nem estava grávida ainda, mas já frequentava as reuniões de gestantes para conversar, me informar e tentar me preparar para o próximo parto.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Novembro de 2009</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">A chegada de Mariana e Levi</span></strong></p>
<p><span style="font-size: medium;">Em 2008, engravidei de novo. Por indicação de uma amiga, procurei a parteira Márcia Koiffman, pois queria um parto domiciliar. Com oito semanas, perdi o bebê. Foi um momento muito triste. Três meses depois estava grávida de novo. Com o resultado na mão, liguei outra vez para a parteira: estava decidida a ter um parto em casa.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">No primeiro ultrassom, o médico nos disse sem rodeios: “São gêmeos”. Eu quase tive um ataque, não conseguia parar de rir. O Rafa, com nossa filha mais velha no colo, entrou mudo e saiu calado. Fazia um mês que tínhamos trocado de carro e a única coisa que ele conseguiu falar foi que nossos filhos não caberiam mais no carro&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Liguei para a parteira. Ela confirmou que nessas condições – gravidez de gêmeos e cesárea prévia – o parto domiciliar não era mais possível. Por isso, precisávamos de um médico para acompanhar as parteiras no hospital. O que se revelou um grande problema. Num primeiro momento, não achamos nenhum profissional em Campinas. Os obstetras humanizados que consultei em São Paulo também não podiam se comprometer a viajar para atender meu parto por causa das pacientes com data provável próxima à minha. E eu não queria me deslocar por medo de ficar presa no trânsito.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A indefinição quanto ao médico que nos acompanharia durou alguns meses. Um dia tive um ataque de choro. “Não quero mais saber, não aguento mais.” Eu sabia que estava bem assessorada, tinha muita confiança nas parteiras, mas nenhum dos médicos com quem tinha me consultado podia me garantir que estaria presente na hora do parto. “E se não conseguirem chegar?”, eu pensava.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Como tempo, conquistamos o apoio da obstetra Mariana Simões, que embora venha acompanhando muitos partos humanizados em Campinas, na época tinha pouca experiência em partos de gêmeos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">No início de novembro, uma amiga minha, Joana, médica pediatra, teve um parto domiciliar depois de duas cesáreas. Foi uma conquista para ela. E algo que me emocionou demais. Chorei tanto que tive de chamar minha doula para conversar sobre alguns medos. “Não tenho medo da dor, nem de ficar três dias em trabalho de parto, nem do bebê sentar”, eu disse. “Tenho medo de ir para uma cesárea, de não conseguir de novo”, desabafei. Conversamos muito, me acalmei e segui em frente.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">No finalzinho da gestação, tinha engordado 23 quilos e minha barriga parecia um transatlântico. Dois dias antes do nascimento, quis mandar um e-mail e não consegui anexar o arquivo. Fiquei nervosa: eu não cabia mais na cadeira e não conseguia fazer mais nada com aquela barriga. Comecei a dizer que estava presa em meu corpo, que queria que os bebês nascessem. A hidroginástica era o único lugar onde eu ficava bem. Dois meses antes havíamos montado também uma piscina em casa para eu ficar dentro dela porque já não aguentava mais o meu peso.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na noite seguinte fomos ao grupo Samaúma. “Não tem graça, não aguento mais ficar grávida, quero que eles nasçam logo”, desabafei. Chegamos em casa e ainda assistimos a um vídeo de parto. Naquela madrugada, acordei para fazer xixi e notei que meu pijama estava molhado. Depois de um tempo, comecei a sentir contrações.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Era o dia da apresentação de final de ano da Manuela na escola. E também o aniversário da minha mãe. Sentei na cama da minha filha, que dormia, e disse a ela que não veria a apresentação porque os bebês tinham escolhido nascer naquele dia. Não sabíamos ainda o sexo, só que eram bivitelinos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Ligamos para a médica, que chegou rapidinho. Ela fez o exame de toque e falou: “Oito centímetros. Vamos para o hospital”. Em meio às contrações, que vinham de quatro em quatro minutos, abri o armário e comecei a tirar algumas roupas. “O que você está fazendo?”, perguntou a obstetra. “Minha mala”, respondi. “Não dá tempo!”</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Eu não tinha feito a bendita mala de propósito porque todo mundo fala que gêmeos nascem antes. Na gestação tive de escutar coisas difíceis como: “Você está preparada para ficar dois meses na UTI?” ou “Ah, uma conhecida minha teve gêmeos, mas eles não sobreviveram”. Todo mundo conta desgraças para grávida. Quando são gêmeos, isso vem em dobro.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Peguei então só duas roupinhas que tínhamos comprado para ser as primeiras dos dois. Fui para o hospital de quatro no banco de trás do carro e o bandido do Rafa, dirigindo e tirando fotos&#8230; Pouco tempo depois, toda a equipe estava reunida no hospital. O parto foi rápido. A Mariana nasceu primeiro, às 8h30 da manhã, chorou e veio para o meu colo. Depois de 28 minutos, nasceu o Levi, meio molinho. Por isso, foi examinado pela pediatra da equipe por alguns instantes, mas logo ouvi o seu choro no bercinho. Depois disso, veio rapidamente para o meu colo. E ficou tudo bem. Foram quatro horas de trabalho de parto ativo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Durante o parto, a última imagem que me veio à cabeça foi a da minha avó: 58 anos atrás era ela que estava dando à luz minha mãe&#8230; E eu só estava ali dando à luz meus filhos porque minha avó havia feito isso antes, nesse mesmo dia. Para mim essa é a imagem mais louca do meu parto.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O que sei é que tinha um vulcão dentro de mim. Depois que eles nasceram, eu explodi. Não lembro exatamente o que disse, mas vai passar a eternidade e eu vou continuar grata às mulheres que me ajudaram a vencer esse desafio. Elas não imaginam a intensidade da cura que realizaram dentro de mim. Por exigência do chefe da pediatria do hospital, outra pediatra ficou de plantão dentro do quarto, além da neonatologista da equipe humanizada. Ela também ficou tocada. Foi muita emoção.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Cinco dias depois, me ligaram da maternidade. Queriam confirmar o peso dos bebês, pois não acreditavam que Mariana e Levi tinham nascido com mais de 3 quilos cada um!</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Veja abaixo uma galeria de fotos do parto. Nossos agradecimentos especiais à fotógrafa <strong>Vívian F. Scaggiante</strong>, da <a href="http://www.alemdolhar.com.br" target="_blank">Além D&#8217;Olhar Fotografia</a>, autora das fotos, que generosamente autorizou sua publicação no site Parto com Prazer.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"> </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">
<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-2-1500">


	<!-- Piclense link -->
	<div class="piclenselink">
		<a class="piclenselink" href="javascript:PicLensLite.start({feedUrl:'http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/plugins/nextgen-gallery/xml/media-rss.php?gid=2&amp;mode=gallery'});">
			[View with PicLens]		</a>
	</div>
	
	<!-- Thumbnails -->
		
	<div id="ngg-image-1" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5668.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5668" alt="img_5668" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5668.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-2" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5697.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5697" alt="img_5697" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5697.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-3" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5707.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5707" alt="img_5707" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5707.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-4" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5718.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5718" alt="img_5718" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5718.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-5" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5735.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5735" alt="img_5735" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5735.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-6" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5788.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5788" alt="img_5788" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5788.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-7" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5791.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5791" alt="img_5791" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5791.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-8" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5803.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5803" alt="img_5803" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5803.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-9" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5808.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5808" alt="img_5808" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5808.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-11" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5812.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5812" alt="img_5812" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5812.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-13" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5822.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5822" alt="img_5822" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5822.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-14" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5830.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5830" alt="img_5830" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5830.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-18" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_5982.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_5982" alt="img_5982" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_5982.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-19" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6022.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6022" alt="img_6022" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6022.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-20" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6038.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6038" alt="img_6038" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6038.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-22" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6053.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6053" alt="img_6053" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6053.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-23" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6059.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6059" alt="img_6059" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6059.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-24" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6063.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6063" alt="img_6063" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6063.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-25" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6074.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6074" alt="img_6074" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6074.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-27" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6096.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6096" alt="img_6096" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6096.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-30" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6120.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6120" alt="img_6120" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6120.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-31" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6124.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6124" alt="img_6124" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6124.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-32" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6127.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6127" alt="img_6127" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6127.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-34" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6156.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6156" alt="img_6156" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6156.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-35" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6164.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6164" alt="img_6164" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6164.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-36" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6176.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6176" alt="img_6176" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6176.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-37" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6180.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6180" alt="img_6180" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6180.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-39" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6183.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6183" alt="img_6183" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6183.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-40" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6187.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6187" alt="img_6187" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6187.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-44" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6231.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6231" alt="img_6231" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6231.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-45" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6247.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6247" alt="img_6247" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6247.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-47" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6255.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6255" alt="img_6255" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6255.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-50" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6263.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6263" alt="img_6263" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6263.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-51" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6264.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6264" alt="img_6264" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6264.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-54" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6319.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6319" alt="img_6319" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6319.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-58" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6341.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6341" alt="img_6341" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6341.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-60" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/img_6346.jpg" title=" " class="shutterset_set_2" >
								<img title="img_6346" alt="img_6346" src="http://www.partocomprazer.com.br/wp-content/gallery/20091127_viviane_relato/thumbs/thumbs_img_6346.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 	 	
	<!-- Pagination -->
 	<div class='ngg-clear'></div>
 	
</div>

</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.partocomprazer.com.br/?feed=rss2&amp;p=1500</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
